Ministério da Educação diz que não tem “qualquer indício” de um “linchamento” a criança nepalesa em escola da Amadora

Ministério reuniu com instituição que denunciou este alegado caso de violência e explica que ouviu, agora, do Centro Padre Alves Correia, uma versão com “detalhes e contornos distintos”. A Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito tutelar educativo e um inquérito-crime

Ministério reuniu com instituição que denunciou este alegado caso de violência e explica que ouviu, agora, do Centro Padre Alves Correia, uma versão com “detalhes e contornos distintos”. A Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito tutelar educativo e um inquérito-crime

Em comunicado enviado às redações nesta sexta-feira à noite, o Ministério da Educação anunciou que reuniu com a instituição [Centro Padre Alves Correia] que denunciou um episódio de violência contra uma criança de nove anos, de nacionalidade nepalesa, ocorrido numa escola do concelho da Amadora.

Segundo o Ministério, a instituição apresentou, agora, “detalhes e contornos distintos” face à informação divulgada inicialmente pelo Centro Padre Alves Correia à Renascença, na terça-feira.

Assim sendo, o Ministério da Educação vem concluir que “não há qualquer indício de ter ocorrido um linchamento na escola da Amadora indicada pela associação”.

Reforçando que “estará atento” e que “condena” todos os casos de violência, o Ministério da Educação remete agora o caso para “as autoridades competentes”, que o estão a acompanhar.

Na quinta-feira, ao Expresso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a “receção de uma denúncia” a propósito de uma alegada agressão, de contornos muito violentos, praticada por outros cinco alunos contra esta criança de nove anos. Desta forma, instaurou um inquérito tutelar educativo e um inquérito-crime.

Na terça-feira, a Renascença noticiava, citando a diretora executiva (que falava em comportamentos racistas e xenófobos) do Centro Padre Alves Correia, que a alegada agressão terá ocorrido há dois meses e que a mesma foi gravada e publicada nas redes sociais pelos agressores, um episódio violento que teria até levado à transferência de escola do aluno agredido.

No seguimento da denúncia, e antes da reunião entre Ministério e instituição, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares identificou e contactou a escola onde poderia ter ocorrido a agressão, que declarou desconhecer o incidente, que não registou nenhuma transferência de um aluno na sequência de agressões e acrescentando que não frequenta a escola qualquer aluno nepalês daquela idade.

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