“Fenprof nunca foi parte da solução.” – Fernando Alexandre

O ministro da Educação duvida que “a educação seja de facto a grande preocupação” da Fenprof.

O ministro da educação, Fernando Alexandre, anunciou esta terça-feira que o Governo já chegou a acordo com sete sindicatos para a recuperação do tempo de serviço dos professores e, ainda antes da reunião com a Fenprof, criticou esse sindicato.

“A Fenprof nunca foi parte da solução. Nós esperamos que possa ser, mas nunca foi. A Fenprof tem uma agenda muito própria e eu confesso que muitas discussões e muitas vezes tenho dúvidas de que a educação seja de facto a sua grande preocupação e mesmo os professores”, disse o ministro aos jornalistas no intervalo nas reuniões com os sindicatos.

Fernando Alexandre reúne-se com a Fenprof depois de jantar e, apesar das críticas, espera que o sindicato liderado por Mário Nogueira aceite fazer parte do acordo.

“Por isso, se nós queremos, de facto, resolver os problemas, nós temos de fazer aquilo que foi o exemplo que hoje aqui foi dado. Tem de haver um esforço de aproximação e não pudemos, quando resolvemos um problema, colocar outro em cima da mesa sistematicamente, de forma a que nunca se resolvem nada. Aliás, uma das razões por que muitos dos problemas se arrastam na educação é precisamente porque nós temos de conseguir identificar os problemas e soluções para eles e depois faseadamente e gradualmente ir resolvendo esses problemas. Se a Fenprof tiver essa disponibilidade, nós estamos cá e já mostramos essa disponibilidade para resolver. Vamos ver, ainda não reunimos com eles. Vamos reunir a seguir”, afirmou.

Quanto ao acordo do Governo com os vários sindicatos, o ministro da Educação revela que já foram sete os sindicatos que o assinaram: “Este acordo que hoje foi alcançado com sete organizações vai beneficiar mais de 100 ml professores, que vão ter um progresso significativo na sua carreira e vão cumprir expectativas que viam frustradas há muitos anos e que eu espero que lhes tragam também esse comprometimento que eles têm com a sua missão e que possamos centrar-nos naquilo que é essencial.”

Fernando Alexandre espera que, depois das negociações, todos se concentrem no “processo educativo dentro da sala de aula e que envolve não apenas os professores, as direções, envolve as famílias, que fazem um enorme investimento, e da parte do Ministério da parte do Governo o que há é um compromisso total para que muitos dos problemas que existem possam, mais uma vez em articulação com os representantes dos professores, serem resolvidos da melhor forma a bem de Portugal e de da nossa sociedade e do nosso futuro, porque a educação é o futuro de Portugal”.

Durante a tarde, a Federação Nacional de Ensino e Investigação (FENEI), o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), a Federação Portuguesa da Educação, Ensino, Cultura e Investigação (FEPECI), o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU) e o Sindicado Nacional dos Professores Licenciados (SNPL) seguiram os passos da FNE e acordaram com o Governo a recuperação do tempo de serviço dos professores.

“Chegámos a acordo. Foi demorado, mas com bom propósito. Conseguimos a possibilidade de recuperar a totalidade do tempo de serviço congelado, faseados da seguinte forma: 599 dias no dia 1 de setembro de 2024 e 598 dias nos três momentos seguintes, 1 julho 2025, 1 de julho de 2026 e 1 de julho de 2027. Com este calendário foi possível garantir que no primeiro ano os professores recebam 50% da totalidade do tempo e com uma duração de dois anos e dez meses será recuperada a totalidade do tempo de serviço congelado”, explicou aos jornalistas Pedro Barreiros.

Os sindicatos conseguiram a garantia de que todos os professores alvo de congelamento vão ficar também dispensados de vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão.

“Estas são as medidas mais importantes e é com muito agrado que podemos hoje dizer que passados 20 anos de luta a bandeira do ‘não desistimos’ se cumpriu no que diz respeito à recuperação do tempo de serviço”, destacou o secretário-geral da FNE.

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