Alunos sem aulas durante meses e 3900 professores sem formação em ensino contratados

Alunos sem aulas durante meses e 3900 professores sem formação em ensino contratados – Expresso

Segundo período terminou esta sexta-feira e ainda há turmas sem aulas desde o início do ano letivo a algumas disciplinas. Professores a fazer horas extra, crianças distribuídas por outras turmas do 1.º ciclo e um aumento substancial de pessoas contratadas para dar aulas sem que tenham formação específica em ensino são medidas tomadas pelas escolas para suprir a falta de docentes.

Do 1º ciclo ao Inglês e Francês, da Matemática ao Português, da Informática à História, da Física e Química à Geografia. Os relatos de diretores e pais sobre professores em falta abrangem quase todas as disciplinas, ainda que não se estendam a todo o país e se concentrem, por agora, em escolas da região de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve. Mas, para as direções dos agrupamentos onde o problema existe, ele tem sido mesmo a dor de cabeça deste ano letivo, obrigando a lançar concursos todas as semanas e a fazer e refazer horários. A dor de cabeça estende-se aos professores, que acabam por ter de acumular horas extraordinárias, que resultam dos colegas que não se conseguem substituir. Para os muitos milhares de pais e alunos que têm sofrido com as dificuldades de recrutar docentes ao longo do ano letivo, são os atrasos nas matérias que preocupam.

Contratados professores sem formação e centenas de alunos continuam sem aulas a várias disciplinas – SIC Notícias (sicnoticias.pt)

Todas as semanas as direções das escolas lançam concursos e refazem horários para as baixas que vão surgindo ao longo do ano ou para os lugares que ficaram por preencher desde o início letivo. Quando não há candidatos, as horas extra sobram para os professores já colocados nas escolas.

O problema afeta alunos do 1º ao 3º ciclo e as matérias curriculares serão difíceis de recuperar para turmas que, desde o início do ano letivo,
estão sem professor a uma ou mais disciplinas das mais variadas, em que se incluem o Português e Matemática, com exames nacionais no 9.º ano.

Sabe-se que o problema se concentra na região de Lisboa e no Algarve e tem sido difícil de resolver.

De acordo com dados do Ministério da Educação, avançados pelo jornal Expresso, entre setembro e a primeira semana de março, foram contratados 23.800 docentes, quase 3.900 não tinham formação específica para dar aulas. O número, no final do segundo período, é já superior às contratações nos três periodos dos dois anteriores anos letivos.

Sem que a formação de novos professores consiga colmatar os que saem, a situação agrava-se. Em média, até 2030, o estudo sobre as necessidades de recrutamento indica que, a cada ano, serão precisos 3.500 novos professores.

Nas contas da Fenprof, o segundo período finaliza com cerca de 44 mil alunos sem professor a, pelo menos, uma disciplina.

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