Trabalhadores de escola em Lisboa em protesto contra assédio moral

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Trabalhadores de escola em Lisboa em protesto contra assédio moral (jn.pt)

Vários trabalhadores da Escola Secundária Fonseca de Benevides, em Lisboa, estão desde as 8.30 desta terça-feira concentrados junto ao estabelecimento em luta contra o assédio moral a que dizem estar sujeitos e para exigir uma investigação, segundo fonte sindical.

Em declarações à agência Lusa, Luís Esteves, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, contou que vários trabalhadores da escola – professores, assistentes técnicos e assistentes operacionais – têm sido alvo de assédio moral por parte de dois membros da direção.

“O que pretendemos com este protesto é chamar a atenção para a situação dos trabalhadores na escola alvo de assédio moral, alguns dos quais estão doentes e são seguidos por psicólogos devido ao cenário de pressão e de gritos constantes por parte de elementos da direção”, adiantou.

De acordo com Luís Esteves, esta situação decorre há alguns meses, tendo piorado recentemente.

“Queremos que seja levada a cabo uma investigação presencial. Não basta dizer que existe assédio moral, é preciso uma investigação presencial. Tem de ser o Ministério da Educação, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência a agir”, sublinhou.

Luís Esteves disse que têm sido realizadas várias intervenções junto de diferentes entidades, como a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), por se tratar de uma questão de saúde e assédio moral. Foi dado conhecimento ao primeiro-ministro, António Costa, ao ministro da Educação, João Costa, ao presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e aos grupos parlamentares da Assembleia da República.

“Até agora nada foi feito. Temos um leque alargado de queixas. Não podemos permitir que as pessoas trabalhem neste ambiente, que fiquem doentes física e psicologicamente. É um cenário que tem de ser investigado”, destacou.

Segundo o sindicato, alguns membros da direção isolam trabalhadores, “insultam e gritam, impedindo-os de comunicar uns com os outros, ameaçam com processos disciplinares”.

“A nível de horários para os assistentes operacionais, as mudanças dão-se de um dia para o outro, sem fundamento legal. Acresce ainda a constante rotatividade do seu posto de trabalho, com frequência semanal”, acrescentou o representante.

A agência Lusa contactou a direção da Escola Secundária Fonseca de Benevides, que não se mostrou disponível para prestar declarações.

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André
André

Estudante de Humanidades do Ensino Secundário. Entusiasta pela área da Educação. Futuro Docente de História do 3.º Ciclo ao Secundário. Esteve em luta com os PE nas greves de 2022/23, tendo dado declarações para a CNN Portugal em Direto.

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